EDUARDO ARAÚJO nasceu na fazenda Aliança no norte de Minas Gerais. Desde cedo acostumado a lidar com o gado, os cavalos e as plantações. Seu pai Lídio Araújo é uma lenda na região. Foi um grande desbravador e criador de animais de diversas raças. Entre eles os cavalos: Mangalarga Marchador, Campolina, Piquira, Pôneis, Persas e Jumentos Pêga. Entre os bovinos criava o Gado Junqueira e o famoso Gado Mocho, que ele próprio selecionou em suas fazendas.

Desde cedo, EDUARDO demonstrou uma grande paixão pelos cavalos e pela vida da fazenda. Passou sua infância brincando pelos lindos campos do lugar e se ligando a toda aquela beleza da natureza selvagem. Vivia assoviando as músicas de Luiz Gonzaga e Pedro Raimundo.
Sua veia músical sempre o acompanhou, misturada a sua paixão pelos cavalos e pelo campo, tanto que seu pai, ao lhe perguntarem para que dariam os filhos, apontando para EDUARDO, disse: "Esse só vai dar para cantor de rádio".

 


Quando chegou a hora de ir para escola, sua região era muito afastada dos grandes centros, portanto desprovida de bons colégios. Ele e seus irmãos, vão estudar internos em Jaguaquara na Bahia, e mais tarde em Belo Horizonte, no Colégio Batista Mineiro.

Não tendo mais cavalos, desenvolveu e colocou toda sua criatividade na música.

No Brasil pela televisão, em 1958 começava-se a tomar conhecimento do mundo, e começava a acontecer o ROCK.

Bill Halley e Seus Cometas, vieram ao Brasil e enlouqueceram os jovens. Como não podia deixar de ser, EDUARDO aderiu aos primeiros movimentos do Rock Brasileiro.

Participando de horas dançantes, cantando Rock nas esquinas e andando de lambreta, ficou conhecido nas rodas jovens de Belo Horizonte, como legítimo representante da chamada "Juventude Transviada". Logo estava nas Rádios e na TV.

Certa vez, tendo podido "escapar" até o Rio de Janeiro, procurou Jair de Taumatrgo, que assim que o ouviu, imediatamente o levou para o programa de maior audiência entre a juventude: " Hoje é dia de Rock ". Seu sucesso foi tanto que a gravadora Phillips o contratou para o seu primeiro disco. Tendo tido um relativo sucesso entre os jovens, chegou a vez de conhecer Carlos Imperial, futuramente seu grande amigo e parceiro músical, que lhe deu a maior força e o levou para fazer parte do "Clube do Rock". Eram seus colegas de "clube" na Época: Erasmo Carlos, Tim Maia, Roberto Carlos, Wilson Simonal, Jorge Ben, Renato e Seus Blue Caps, entre outros.

Tudo ia bem, mas volta e meia lhe batia uma saudade da fazenda, e EDUARDO deixava tudo, e o que é pior, esquecia de voltar. Mas os outros começaram a furar o bloqueio do preconceito que existia nas emissoras de Rádio contra o Rock, e a Jovem Guarda aconteceu.

Carlos Imperial mandou buscá-lo e tudo começou novamente. Contratado pela ODEON gravou de Carlos Imperial "O BOM", que ficou em primeiro lugar em todas as paradas de sucesso, tanto que foi contratado pela TV EXCELSIOR para comandar um programa com este nome "O BOM" (que ficou sendo seu codinome para sempre), com produção de Carlos Imperial.

Tendo Silvinha (sua esposa) como parceira na apresentação e a banda jovem do maestro Peruzzi (que teve grande influência em sua carreira e sucesso pelos notáveis arranjos), o programa foi líder absoluto de audiência e lotava o auditório nas tardes de sábado em São Paulo. Desde aqueles tempos, EDUARDO ARAÚJO se preocupava com a qualidade de seus espetáculos, com uma aparelhagem moderníssima e uma grande parafern‡lia de iluminação, com tudo importado, partia numa caravana para excursionar por todo o Brasil.

A partir daí EDUARDO passou a organizar a sua vida, foi abandonando os shows em excesso, preocupando-se mais com seu estúdio de gravação de ótima qualidade e mixando seus discos nos EUA. Organizou o que sempre gostou de fazer: seu amor pelos cavalos.

FASE COUNTRY MUSIC

EDUARDO ARAÚJO cansado de tantas excursões por todo o Brasil, resolveu dar um tempo, vendeu todo o seu aparato de som, luz, onibus e um estúdio de gravação e voltou a se dedicar somente a sua fazenda em Minas Gerais pensando em nunca mais voltar a sua carreira artística. Cantar somente quando sentisse vontade. Em todas as exposições de cavalos por todo o Brasil lá sempre se encontrava EDUARDO ARAÚJO, não mais para cantar, mas sim para expor os seus cavalos.

Foi então que a pedido de seus amigos, compôs uma canção em homenagem ao Mangalarga Marchador que posteriormente, devido ao sucesso, foi oficializado como o hino desta raça tão nobre criada no Brasil. Bastou esta música fazer sucesso, e tudo começou novamente.

Em 1988 gravou o seu primeiro disco de músicas Country com uma produção de seu amigo Renato Teixeira (Seu nome era "UM HOMEM CHAMADO CAVALO"). Daí até hoje travou uma verdadeira batalha para tentar furar o bloqueio, gravando mais dois discos: "Pé NA ESTRADA" (Título inclusive de um programa no SBT que era apresentado por ele aos domingos) totalmente independente. Chegou a vender 40.000 cópias. Logo em seguida veio o seu terceiro trabalho: o CD "PEGADAS", com a produção de Odilon Wagner, considerado por ele o melhor de seus trabalhos.

Em 1997 Gravou o disco "Pó de Guaraná" em New Jersey nos Estados Unidos. Este disco contou com participações especiais ilustres como a de (nada mais nada menos) EDGAR WINTER (em 2 faixas) e da banda Dr.Sin (todas as faixas). A produção ficou a cargo de Roy Ciccala que já trabalhou com John Lennon, Aerosmith, AC/DC entre outras.

Em 2000, EDUARDO ARAÚJO recebe um convite muito especial, A dupla norte-americana de sucesso mundial THE BELLAMY BROTHERS o convidad para uma participação especial na música "Vertical Expression" do disco "The Lonely Planet" dos Bellamy Brothers. Eduardo aceita na hora. A música é lançada em toda a Europa e Estados Unidos. Mais tarde Eduardo vôa para a cidade de Albuquerque nos Estados Unidos, para gravar o video-clip da música ao lado dos Bellamys. O vidêo chega a primeiro lugar na CMT Brasil e ganha o prêmio "CMT Encontro do Ano".

Ainda em 2000, é lançado pela Number One Record o cd "A AVENTURA NÃO TERMINA", o carro chefe do disco é o hit "Rodeio". A música conta com um bélissimo video-clip dirigido por Giuliano Saad. A segunda música de trabalho é um dueto de EDUARDO ARAÚJO com o norte-americano Gene Fireball, "Segura que Esse Touro é Bom" (versão de "Proud Mary" do Creedance Clearwater Revival).